
O exame de necropsia, também conhecido como autópsia, é um procedimento realizado após a morte do animal com o objetivo de identificar a causa, forma e circunstâncias do óbito, além de avaliar outras lesões presentes no organismo. A necropsia deve ser realizada, preferencialmente, imediatamente após a morte do animal. Caso não seja possível, o corpo deve ser mantido sob refrigeração (2–8 °C), pois os processos de autólise se instalam rapidamente e podem comprometer a qualidade do diagnóstico.
Convencional: Abertura de todas as cavidades corpóreas e vísceras para determinação da causa da morte. Esse procedimento resulta na desconfiguração da anatomia do animal, impossibilitando sua devolução aos tutores; no entanto, é indicado na maioria dos casos.
Fotodocumentada: Abertura de todas as cavidades corpóreas e vísceras para determinação da causa da morte, acompanhada do registro e documentação fotográfica do animal e dos órgãos internos relevantes para a conclusão diagnóstica. Esse procedimento resulta na desconfiguração da anatomia do animal, impossibilitando sua devolução aos tutores; no entanto, é indicado na maioria dos casos.
Reconstitutiva (estética): Acesso limitado às cavidades corpóreas e órgãos. Após a realização do procedimento, o animal é devidamente suturado, preservando parcialmente a anatomia e permitindo a devolução aos tutores. Contudo, pode dificultar ou inviabilizar o diagnóstico definitivo. Não deve ser realizada nos seguintes casos: A) suspeita de alterações neurológicas da medula espinhal e osteomusculares; B) ocorrência de morte súbita; C) animais sem histórico clínico detalhado; D) suspeita de intoxicação ou envenenamento; E) Animais como aves, peixes, serpentes, entre outros.
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Anatomia patológica é a especialidade médica veterinária que estuda as doenças através de técnicas macroscópicas e microscópicas; investigando as causas, desenvolvimento e consequências das doenças, permitindo diagnósticos precisos e fundamentais para definir tratamentos, bem como diagnosticar a causa mortis.
O exame citológico consiste na análise microscópica de células coletadas de tecidos ou fluidos do corpo, geralmente via punção aspirativa por agulha fina (PAAF), punção por agulha fina (PAF), imprint, raspado e swab, com o objetivo de identificar alterações que possam indicar inflamações, infecções, lesões pré-neoplásicas e neoplasias. É utilizado especialmente na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças. Consiste em observar células isoladas ao microscópio, diferindo da histologia, que analisa fragmentos inteiros de tecido, permitindo detectar alterações de forma rápida e menos invasiva.
O exame de histopatologia é uma análise microscópica de um segmento de tecido retirado do animal, geralmente por biópsia incisional ou excisional, para identificar inflamações, infecções, lesões pré neoplásicas e neoplasias. Ele é considerado o método mais preciso para confirmar diagnósticos, pois permite observar as células em detalhe, juntamente com a arquitetura tecidual.
O exame de imuno-histoquímica (IHQ) é uma técnica laboratorial que identifica proteínas específicas em células usando anticorpos, permitindo diagnósticos mais precisos, especialmente em casos de neoplasias e doenças infecciosas. Ele complementa o exame histopatológico tradicional e ajuda a definir o tipo, a origem e o comportamento de tumores, sendo fundamental para o diagnóstico, prognóstico e escolha do tratamento.
O exame de necropsia, também conhecido como autópsia, é um procedimento realizado após a morte do animal com o objetivo de identificar a causa, forma e circunstâncias do óbito, além de avaliar outras lesões presentes no organismo. A necropsia deve ser realizada, preferencialmente, imediatamente após a morte do animal. Caso não seja possível, o corpo deve ser mantido sob refrigeração (2–8 °C), pois os processos de autólise se instalam rapidamente e podem comprometer a qualidade do diagnóstico.
O exame de histoquímica (colorações especiais) é utilizado em anatomia patológica para complementar a análise de tecidos além da coloração de rotina (hematoxilina e eosina). Ele serve para identificação de componentes específicos como, por exemplo, agentes infecciosos (bactérias, fungos, algas), componentes de células tumorais (ex: grânulos de mastócitos, diferencial entre tecido conjuntivo e muscular), identificação de substância amiloide, dentre outras.